GiJeJoLi "O que é difícil não é escrever muito, é dizer tudo escrevendo pouco"





Quarta-feira, Setembro 10, 2003 :::
 
Bem e depois de ter voltado com tamanha vontade,(uma vez que o merecido descanso j? foi bom e permite-nps regressar em força!)...
...Declaramos novamente aberta a Sess?o!
Bem vindos de volta ao GiJeJoLi.
Enjoy your stay!

Escrito por .J. as 9/10/2003 08:27:00 PM


 
Mais que nunca, [e na altura, com a aproximação do famoso referendo revocatório], pouco ou nada mais se faz do que comentar a actual situação na Venezuela.
Dia 24 de Julho tive o prazer de assistir a uma conferência, dada no auditório da RTPMadeira, pela jornalista de investigação Patrícia Poleo.

Quem é Patrícia Poleo?
Patrícia Poleo, mulher de carácter simples, é a segunda filha de Guilhermina Brito e do lendário jornalista e editor Rafael Poleo, com quem partilha a propriedade do jornal ‘El Nuevo Pais’ (El Nuevo Pais foi fundado em 1987 por Rafael Poleo, “É uma obra dos dois, para os dois, onde mais ninguém meteu a mão”, declara Patrícia).
Sempre soube que queria ser jornalista, mas negava-me a aceitá-lo, tinha receio de ser comparada com meu pai, e claro, perder na comparação”. Depois de lidar com a incredulidade de seu pai (Rafael Poleo é um critico fervoroso das escolas de jornalismo, dizem que as considera “o túmulo da vocação”, uma fábrica de burocratas, uma estrutura que mata o talento inato dos jovens, que nada tem a ver com a verdadeira formação de um jornalista, e que sobretudo não aporta nenhuma informação que possa servir no desempenho de tal oficio), que lhe dizia que o melhor seria estudar Filosofia, História ou Literatura, algo que realmente contribuísse para a sua formação “E depois fazes-te jornalista na rua, com a fonte, procurando a notícia. Nessa escola perdes teu tempo”, relembra Patrícia, que começou a trabalhar com o pai no mesmo dia em que iniciou seus estudos na universidade.
Jornalista de investigação venezuelana, “exerce o direito de viver seguindo suas inclinações, sem parar para considerar as opiniões alheias, no passional desafio com que enfrenta o ofício do jornalismo” .
Um dos seus melhores trabalhos de investigação “Trás las huellas de Montesinos”, (história pela qual foi declarada como traidora da pátria pelo presidente Hugo Chávez Frias), resultou na captura de Vladimiro Montesinos Torres, terrorista que se escondia em Caracas sob a protecção do governo de Chávez.
Patrícia Poleo impôs-se a missão de desmantelar as redes da corrupção que assegura existirem debaixo da alçada da revolução bolivariana. RecivexPortugal

Porquê visitou Patrícia Poleo a ilha da Madeira?
O propósito desta visita relâmpago deveu-se à necessidade de organizar e atrair a atenção dos meios de comunicação social internacionais, e em particular os da Madeira, ilha com vastos e fortes vínculos com a Venezuela.
Depois de uma breve introdução biográfica, Patrícia Poleo mostrou ao público um documentário Una Visión Periodística sobre la Venezuela Actual”, realizado por vários jornalistas venezuelanos, contendo sete perguntas sobre a história recente do país: as promessas eleitorais de Hugo Chávez, a forma descarada como não apenas as não cumpriu mas também tem cometido sucessivas “violações” ao país, dados estatísticos, o programa “Alo Presidente!”, Hugo Chávez e suas “cadenas” televisivas (interrupções nas emissões televisivas com programas pré-fabricados pelo próprio presidente), o desastre do 11 de Abril de 2002, o regime militarista, entre outras coisas mais.
O documentário mostrou a actual situação de gravidade na Venezuela. As exportações diminuíram consideravelmente. As empresas estrangeiras abandonaram o país. O sector petrolífero encontra-se profundamente afectado pela crise. O desemprego aumentou abismalmente, consequentemente também a criminalidade (com os roubos, sequestros, insegurança social, …). A “cesta básica de alimentación” (que constitui o mínimo necessário de bens alimentares, para uma família, durante um mês) é actualmente de um milhão de bolívares (aproximadamente 400 euros) e o salário mínimo permanece desde há muito nos cento e setenta mil bolívares (68 euros sensivelmente). [É caso para se perguntar, como não roubar?! Como podem as pessoas viver assim?!]. O programa de ajuda social às crianças (a todas as crianças nas escolas públicas era-lhes garantido um copo de leite e uma sandes diariamente) foi terminado. A mortalidade e o abandono infantil dispararam vertiginosamente. Os dados e números provêem do próprio “Instituto Nacional de Estadística”, não são cifras inventadas pela oposição, constituem o que se está actualmente a viver na Venezuela.
O único culpado é o Presidente Chávez; a única e última saída para a crise é o referendo, caso contrário esperam-se momentos conturbados para a Venezuela, uma vez que o país pode cair numa esfera de violência com resultados imprevisíveis. RecivexPortugal

O chamado “Movimiento de Calle
Venezuela é o único país no mundo cuja constituição contem no terceiro artigo um privilégio denominado por “Movimento de Rua”. Ora este privilégio consiste na saída da sociedade civil às ruas para se manifestar, e juntamente com o apoio das Forças Armadas, para depor o presidente. Caso extremamente irónico, uma vez que o mesmo foi criado pelo próprio Chávez como forma de se defender da oposição, e nunca, obviamente esperou, que tal se lhe fosse aplicar.
Patricia Poleo brinca: as colónias estrangeiras têm tirado seus filhos do país, têm procurado garantir sua segurança, mas o bonito do facto é que, apesar de enviarem sua descendência para fora, eles permanecem na Venezuela. “Hay que sacarle la chicha a los extrangeros, y en este caso, doblemente” (Temos que aproveitar os esforços dos estrangeiros, e neste caso a dobrar). Se num passado os emigrantes foram para a Venezuela na década de ’40 para ajudar a construir o fantástico país, espera-se agora que os filhos destes regressem de novo para ajudar a reconstruir e a erigir de novo a Venezuela.

Que mais está a suceder no país?
Os “Círculos Bolivarianos” e o denominado MVR – Movimiento Quinta República.
Círculos organizados (que existem não apenas na Venezuela mas se têm propagado por todo o mundo) aos quais o governo lhes concedeu todo o tipo de armamento e jeeps. O que sucedeu (e o 11 de Abril foi o episódio quintessência) é que os Círculos, para sobreviver venderam o armamento e os jeeps (“Venezolano al fin”), e no momento da revolta incitada pelo governo, viu-se o que se viu.
O país tem sido invadido por colombianos e chineses, os quais, dizem as pessoas, apenas chegam ao país recebem não uma mas vários bilhetes de identidade (de forma a viciar uma vez mais as eleições). As pessoas brincam… Enquanto uns trazem o “SARS” outros são trazidos para os curar, mas a realidade é deveras insustentável.
Outro dos boatos que correm é que Chávez não permitirá a saída dos cidadãos menores de 30 anos de idade, porque já muita gente se foi embora e ele não permitirá que tal aconteça. Bilhetes de identidade e passaportes não os há (falta de papel), a greve de Dezembro fragilizou fortemente o país, o escandaloso controlo de câmbio vigente nos bancos (e no entanto inexistente) é que um dólar americano vale 1600 bolívares. Na realidade, os dólares apenas se conseguem no Mercado Negro a 3800, 3900 bolívares… Quem pode viver nesta situação?!

Nos últimos tempos, a Comunicação Social na Venezuela tem sido duramente abalada e sofrido escandalosas represálias. A própria Patrícia Poleo foi vítima de agressões por “Oficialistas de Chávez”, em Barinas, a princípios do mês de Julho. El Universal
Segundo os Reporters Sans Frontieres, a polarização entre a oposição e o governo de Hugo Chávez tem resultado em graves ataques aos jornalistas.
A tensão política e a violência aumentaram aterradoramente. Um jornalista foi morto, outro foi posto na prisão, outros 58 foram fisicamente agredidos, outros 20 ameaçados, seis organizações foram alvo de explosões.
Os “Círculos Bolivarianos” têm-se encarregado de agredir jornalistas, que tentam fazer a coberturas dos factos, em campo.
Uma vez que os meios privados tornaram-se na voz da oposição, Chávez tomou medidas drásticas: edições de jornais têm sido canceladas; emissões televisivas interrompidas pelas “cadenas” do Chávez, ou mesmo até totalmente cortadas. O expoente de tal foi o período entre o 11 e o 14 de Abril de 2002.
Tudo isto tem levado a rupturas nas mais básicas regras da ética profissional. Os jornalistas têm sentido na pele a pressa da oposição e do governo.
Globovisión”, a cadeia televisiva que se transformou num dos principais críticos do governo sofreu já 3 ataques com explosivos. Os jornalistas que saem para fazer a cobertura das manifestações têm que ir munidos de coletes à prova de balas e máscaras de gás, sujeitando-se a agressões por parte dos “Chavistas”.
Pressão, obstrução, ameaças, leis que permitem que o governo se apodere dos meios de comunicação… É caso para perguntar: Onde pára a liberdade de expressão, de consciência?! Qual é o papel dos Media neste caso particular? Que têm estes feitos? Que mais podem fazer? Que outros riscos terão ou estarão dispostos a correr?

Revolução vs (R)Evolução
Um país tão rico, com tantas potencialidades… Com petróleo, diamantes, todo o tipo de clima. Desde fantásticas praias de areia branca na costa norte e ilhas como Margarita às brancas montanhas com neve em Mérida. De frio a calor, Canaima e a Floresta Amazona. A metrópole que é Caracas com todo o stress e burburinho diário, rodeada pela imponência do Ávila… Sem esquecer a calidez, sinceridade e amabilidade de um povo fantástico e alegre, que arma sua festa com um “cuatro" (espécie de braguinha), uma “Polar” (cerveja) bem fresquinha e um pequeno rádio com um bom “Merengue” ou uma sentida “Salsa”…
Qual é o futuro? Que nos espera? Onde irá tudo isto terminar?


Escrito por .J. as 9/10/2003 08:25:00 PM



Domingo, Julho 13, 2003 :::
 
Bom... De momento acabou a euforia dos exames....Estamos todos ansiosos à espera de resultados, para ver se a final ainda nos resta alguma oral ou podermos realmente começar as férias...
Por isso, e pelo momento presente, despeço-me, em nome do GiJeJoLi, desejo-vos umas optimas ferias e em casa de S.O.S. já sabem como nos contactar, estejam à vontade!!!
Um bem Haja e até breve!

Escrito por .J. as 7/13/2003 12:05:00 PM



Domingo, Maio 25, 2003 :::
 
A Escola de Jornalismo para o século XXI

“É necessário explorar o futuro da educação do jornalismo”. Assim encerrou Bollinger, o presidente da Columbia University, o seu depoimento sobre a escola- modelo de jornalismo para o século XXI.
Para Bollinger, tanto o jornalismo como a liberdade de expressão encontram-se entre as mais importantes instituições humanas do mundo moderno. A democracia, a sociedade e os mercados não poderiam existir sem eles; uma vez que, a qualidade de vida destes sistemas, estão intimamente ligados à qualidade de pensamento e discussão proveniente do jornalismo. “Nada marca tão inexoravelmente o processo de globalização do crescimento dos Media por todo o mundo”, explicou Bollinger.
O presidente partiu da premissa que, para combater a crescente ameaça da concentração vertical e horizontal dos Media, e as influências das forças comerciais e tecnológicas, o jornalismo deve abraçar um maior sentido de profissão, com valores e padrões mais fortes, que munam seus membros com alguma resistência inata perante potenciais perigos que possam comprometer a responsabilidade pública da Imprensa. E é exactamente aí que surgem as escolas de jornalismo: “A educação do jornalismo numa grande universidade” declarou Bollinger “pode contribuir para o processo de adaptação dos Media ao novo mundo”.
Na perspectiva do presidente, uma escola profissional deve preparar os alunos para que desempenhem a profissão aos mais altos e sofisticados níveis. E este processo concretiza-se através da integração do pensamento e da acção.
Mas quem imporá o padrão que servirá de cicerone para com outros? Ou seja, qual é a parte do jornalismo que se deve utilizar para fins educacionais, e como deve ocorrer a adaptação com as outras formas de aprendizagem?
É precisamente aqui que as universidades desempenham um papel crucial – é necessário tomar as rédeas, construindo um currículo mais adequado, criando novos cursos e programas, aumentando as capacidades de investigação. Tudo isto, implicará um aumento do investimento no ensino do jornalismo e, segundo Bollinger “é necessário que se esteja preparado para tal”.
Não obstante, as escolas de jornalismo devem manter uma perspectiva independente da profissão e do mundo. Os que o ensinam devem procurar explorar todas as possibilidades do jornalismo, ensinar a reflectir, a investigar. No fim de contas, os alunos só aprenderão a ser jornalistas ao fazerem as coisas que os jornalistas fazem; por isso mesmo devem ser incitados a explorarem suas capacidades fora da sala de aula.
Numa atmosfera onde a clara expressão interage com a compreensão complexa, devem desenvolver-se os hábitos de trabalho, oferecendo o intercâmbio intelectual e de conhecimento com pessoas de outras áreas, integrando todas as missões de pesquisa e ensino. Isto é, o elemento necessário é o conhecimento substancial – são necessárias as bases de conhecimento geral que aumentem a capacidade de lidar com novas áreas e assuntos específicos.
Um elevado nível de saber sobre os assuntos a comunicar é exigido para que tais capacidades básicas sejam adquiridas. Os alunos devem ser introduzidos às aptidões de escrita e reportagem (que constituem os pilares da profissão), tal como à capacidade de analisar e organizar informação, proporcionando-lhes a habilidade intelectual para lidar com situações novas, conhecimentos e condições de trabalho, ou seja, “aprender a pensar como jornalistas”. Os alunos, além de familiariza-se com a evolução da profissão, devem adquirir um sentido de identidade enquanto profissionais, que inclua valores éticos e morais que guiem seu comportamento profissional.
O objectivo é criar programas de ensino que estimulem os futuros jornalistas a seguir uma formação profissional que lhes faculte as bases para uma vida bem sucedida.
É necessário proporcionar a sapiência de base e uma abordagem intelectual com áreas relevantes, especificamente criadas. Promovendo igualmente conhecimentos na área da estatística, nos conceitos básicos da economia, na apreciação histórica, tal como na teoria política e na filosofia.
No depoimento, Bollinger declarou que, o jornalismo caminha em direcção a repórteres especialistas, e “as universidades devem proporcionar as oportunidades para que os alunos desenvolvam essa especialização”, “se bem que”, continuou ainda Bollinger, “ a especialização tem os seus riscos [mas é] necessário chegar ao fundo da questão, em vez das análises superficiais”.
Inevitavelmente, a questão da duração relacionar-se-á com a quantidade de material que se espera que um aluno domine e com o compromisso emocional e psicológico que ele tem perante a sua experiência educacional, de forma a criar as condições para que a atitude profissional se instale.


Escrito por .J. as 5/25/2003 07:06:00 PM



Segunda-feira, Maio 19, 2003 :::
 
Valorizar a prática do jornalismo na Universidade


É esta a principal ideia a reter da última declaração de Bollinger, Presidente da Universidade de Columbia. Num contexto de crescente importância do papel dos media e do jornalismo na sociedade actual, Bollinger expõe o seu ponto de vista sobre como o ensino do jornalismo na universidade pode contribuir para o processo pelo qual os media se adaptam a um novo mundo de constantes e profundas alterações.
As declarações de Bollinger surgem na sequência de vários encontros que se realizaram na Graduate School of Journalism da Universidade de Columbia (entre Outubro de 2002 e Março deste ano) para debater o futuro do ensino do jornalismo. O debate reuniu membros da Escola de Jornalismo e de outros departamentos dessa Faculdade, assim como jornalistas de vários órgãos de comunicação social.
Bollinger adverte que “uma das necessidades dos jornalistas é ter um elevado nível de cultura geral e conhecimento sobre o assunto a que se referem” e que a especialização num determinado tema tem os seus riscos. Contudo, salienta que as escolas de jornalismo devem fornecer um conhecimento base (em áreas como economia, estatística, história ou teoria política, entre outras) e proporcionar um desenvolvimento intelectual que sirva os jornalistas durante as suas carreiras. Além disto, Bollinger relembra que é imprescindível que as escolas proporcionem aos alunos a prática do jornalismo, isto é, ensinarem-nos a trabalhar como jornalistas. E dá mesmo uma sugestão de trabalho prático para ser desenvolvida para além da sala de aula: “uma publicação na escola poderia ser editada e gerida pelos estudantes”.
É às universidades que cabe um papel crucial na formação dos futuros jornalistas pois estas “devem preparar os alunos para uma performance na profissão ao mais alto nível”, defende o Presidente da universidade. Contudo, realça que “uma escola de jornalismo deve manter uma certa distância da profissão (...) e uma perspectiva independente face ao mundo.” Bollinger apresenta, especificamente, quais os principais ensinamentos que os alunos de uma escola de jornalismo devem receber: (1) uma introdução às características e especificidades da escrita e reportagem nos diferentes meios de comunicação, "que são as bases da profissão" ; (2) a aquisição de uma capacidade intelectual para lidar com novas situações (aprender a pensar como jornalistas); (3) a familiarização com a evolução histórica da profissão; (4) e a aquisição de uma noção de identidade profissional, que inclua os princípios morais e éticos que devem guiar o jornalista.
Depois de referir que “ o jornalismo e uma imprensa livre estão entre as instituições mais importantes do mundo moderno” e que a “democracia e sociedade civil não podem existir sem estas”, Bollinger salienta alguns dos constrangimentos com que a imprensa se debate actualmente, como são os casos das pressões e interesses financeiros, assim como as concentrações dos media em grandes grupos. A melhor maneira do jornalismo lidar com estas realidades e preservar os seus princípios e qualidades passa, segundo Bollinger, por uma consciencialização da profissão de jornalista e de valores que se oponham ao poderio das forças económicas e tecnológicas que influenciam o comportamento da imprensa.


Escrito por Joao as 5/19/2003 01:42:00 PM



Domingo, Maio 18, 2003 :::
 
« O poder do jornalista não se baseia no seu direito a fazer uma pergunta, mas no seu direito a exigir uma resposta.»

MILANKUNDERA, Selecções Reader's Digest, Maio 2003

Escrito por .J. as 5/18/2003 08:52:00 PM



Sábado, Abril 12, 2003 :::
 
As Delegações de Segurança Social são vergonhosas!

Apesar da grandiosidade da sede de Segurança Social de Bragança, os Serviços do Estado deixam muito a desejar em quase todo o distrito.
As Delegações de Segurança Social do Distrito de Bragança envergonham o Estado, com excepção de Mirandela e Bragança.
Em quase todas as delegações de Segurança Social verificam-se carências quer a nível de espaço, quer a nível de material informático. As salas apresentam humidade, falta de aquecimento e falta de luz, factores que condicionam a privacidade das consultas.
Em Macedo, a situação é classificada por muitos utentes como de "terceiro mundo", uma vez que a instituição está actualmente a funcionar na Casa do Povo e partilha o edifício com o rancho folclórico da cidade.
A agravante é que apesar de lá se realizarem juntas médicas, as instalações não possuem condições uqe facilitam o acesso de deficientes, que, inevitavelmente têm que ser levados ao colo. E este até nem é o caso mais alarmante, como é a situação em Alfândega ou no Freixo, onde os utentes enfrentam situações ainda mais precárias.
Como não existem verbas disponíveis, mas existe sim uma enorme lista de problemas é difícil disponibilizar aos utentes boas condições de atendimento.
O Director do Centro Distrital, Domingo Doutel reconhece os proplemas. Afirma que pelo momento presente só é possível minorar alguns, para mais tarde poder ser pensada uma nova delegação.

Fonte: Rádio Bragança

Escrito por .J. as 4/12/2003 09:02:00 AM



Quarta-feira, Abril 09, 2003 :::
 
Agro 2003 destaca a Pecuária

A 36ª Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação decorre entre os próximos dias 9 e 13 do corrente mês.
A edição deste ano, além de ocorrer mais cedo do que é habitual, dará particular atenção aos animais.
Segundo Jorge Cruz, o administrador do Parque de Exposições de Braga, este destaque dado à pecuária deve-se em parte aos acordos feitos com a Direcção Geral Veterinária, que apoia os concursos pecuários.
Apesar do envolvente período de crise, e de se verificar uma redução significativa no número de expositores, a organização espera a visita de pelo menos 60 mil visitantes.


Fonte: Antena-Minho.pt

Escrito por .J. as 4/09/2003 08:01:00 AM



Domingo, Março 16, 2003 :::
 
Uma das iniciativas que merecem todo e qualquer destaque!!!
Surgiu o "Yahoo Group CS_UM"
Agora o crucial, é que se "inscrevam" e participem porque realmente é algo extremamente importante e que conta com a colaboração de todos nós!
Fica aqui a descrição do Yahoo Group:

« Fala-se de tudo e sobre tudo o que se passa no Curso de Comunicação Social.
Audiovisuais, jornalismo, publicidade, relações públicas.
Tudo se discute. Tudo é discutível.
»

Escrito por .J. as 3/16/2003 07:04:00 PM



Quinta-feira, Fevereiro 20, 2003 :::
 
Estes dias... já não sei precisar exactamente quando ... Fazendo o habitual "zapping" pelos intermináveis canais da Bragatel ( ... Que por acaso... Como é possível ter mais de 40 canais de televisão, e que nunca esteja a dar nada que preste?!...), Mas enfim, continuando... Fazendo o típico passeio pelos canais, apanhei a meio um programa na SicRadical que me chamou muito particularmente a atenção... E aqui vai a minha reflexão sobre o assunto:

... Sociedade de Depressão...
É este o mundo no qual vivo...
Estamos perdidos por entre uma sociedade, que insiste em ser uma, melhor dizendo, em ser a massa de apoio; onde se proclaman a alto e bom som, valores como a solidariedade, a lealdade, a ligação, o individualismo, a auto-aprendizagem e as tão famosas e modernas "networks"!
Actualmente, vivimos "isolados". Nada nos ampara como em outros tempos, e tornamo-nos seres tão frágeis que tudo facilmente nos abala, destruindo assim a nossa estrutura basilar.
Dei por mim aparvalhada, desnorteada, no meio de uma sociedade pré-fabricada... Cheia de "fast-foods", casamentos por e-mail, caixas multibanco... E tudo a uma espantosa velocidade... que me envolve e adormenta...atormenta...
Esta insaciável e cada vez mais ambiciosa busca por uma melhoria da qualidade do nível de vida comprometeu-nos e cobriu-nos... Fez-nos feito cair cada vez mais e mais fundo, uma queda que não tem fim, que segue, segue, segue...
Qualquer coisa, e por mais mínima que seja, é já uma depresão, um esgotamento nervoso, uma crise de histerismo... Uma fobia desconhecida... A solução?! Algo, o que quer que seja, desde que se encontre entre a automedicação (que inclui tratamentos vitamínicos comprados no supermercado más próximo) ou a psicoterapia... E é tudo mal diagnosticado!!!
Depressão? Infelicidade? Qual é o limite? Onde termina uma e começa a outra?!
E no entanto, a depressão é algo tão "típico", que pertence ao carácter de nossa condição de seres humanos... "Benvindo à Dor!!!Aprenderás muito com ela...".

Agora, o surpreendente do programa era que proponha que, para seguir nesta sociedade de massas e depressão recorre-se à Nanotecnologia, aplicando-a aos sistemas biológicos. Ou seja, explicava-se como se têm criado máquinas que se movem com a mesma energia que nós mesmos, e que neles está a verdadeira solução para todos os nossos problemas! Aparelhos híbridos (que são processos de vida integrados e autónomos que manipulam a tecnologia, a informação e todo o nosso ser), introduzindo-nos a uma nova ciência: NANOMEDICINA. Mas, claro!!! Ainda não se avançou generalizadamente com este projecto, não apenas pelos elevadíssimos custos de manutenção, mas também porque, se tal se disponibilizasse à sociedade em geral, muitos abririam bancarrota. Seriamos todos tão "alegres e normais" (dentro do que seja possível ser considerado como "normalidade", e presumindo-se, obviamente que tal exista...), que o mundo tornar-se-nos-ia em algo tão monótono e aborrecido, que, sem dúvida alguma voltariamos a cair na depressão e na tristeza de viver padronizadamente, encaixados numa rotina que nos absorveria por completo... O que seria claramente contraprodutivo...
E citando a célebre frase de Fernando Pessa : " E esta, hein?!"


Escrito por .J. as 2/20/2003 02:18:00 PM


 
Entrevista relacionada com o Agenda Setting:

1- O que é que consideras, na actualidade, como o mais importante? (Assuntos)
2- O que é que mais te preocupa? Porquê?



João Macedo, 55 Anos
1- Os casos de pedofilia, a nível nacional, porque não é apenas uma questão de casos isolados, antes pelo contrário, vê-se que o problema está em todas partes. É um tema que incomoda até pelo excesso de cobertura que tem tido. Outro tema são as questões dos USA e Iraq, que apesar da distância, suas consequências nos irão afectar, isto mesmo também com a NATO e a ONU, preocupação da lei contra pedofilia, aumento dos crimes ( pedofilia, roubos, assaltos a bancos), emigração "máfias", se bem que este termo é demasiado forte!
2- As leis do país… Que apanham os criminosos e soltam-nos logo a seguir, esta insegurança que se começa a viver. As leis não nos dão segurança, e isso é algo que deve ser melhorado. Esta onda de despedimentos e dissolução das fabricas, o desemprego a aumentar vertiginosamente… Traz problemas a todo nível… Familiar, económico, compromissos que se deixam de cumprir e todas essas coisas.


Sílvio Mendes, 19 anos
1- É inevitável não se falar da pedofilia. É preocupante o número de casos que vão surgindo; tipo, vou na rua imaginando encontrar por todo o lado potenciais pedófilos. Outra das questões é o Conflito no Golfo Pérsico e os movimentos que têm surgido à volta disto. Esta indefinição americano-europeia, ou transatlântica, como quiseres. As injustiças que têm acontecido, o Conflito Israelo-Arábe por exemplo, ou o caso da Venezuela. A nível interno, o governo PSD.
2- Espera! Estás-me a perguntar a mesma coisa! Assim, o que realmente mais me preocupa é estar longe da minha namorada tanto tempo; hum, o facto de não conhecer todas as pessoas, e de haver desconhecidos em qualquer esquina. Preocupa-me, Preocupa-me não confiar em mim, porque senão confiar em mim próprio não conseguirei confiar em ninguém, e isso depois nos impede de prosseguir. Bem, o futebol não preocupa (risadas), não sou nenhum fanático inveterado. Agora, é claro que me preocupam todos os assuntos de que falei antes. A ameaça de guerra, este potencial de guerra, já seja aberta ou preventiva...Perdem-se sempre milhares de vidas inocentes e tudo por interesses económicos e políticos e pela pressão de lobbies. Esquece-se o sentimento humanitário, e torna-se cada vez mais eminente a possibilidade de sermos afectados, e desconhecemos a capacidade bélica do inimigo… No que diz respeito às injustiças (Conflito Israelo-Arábe e Venezuela), preocupa-me bastante, porque acho horrível! Pessoas que partilham do mesmo espaço e não encontram formas de coexistência. Vivem nessa “guerra civil”, se bem que com características muito diferentes; porque no primeiro caso as pessoas perderam noção de porquê e para quê lutam. Perderam a noção do que é ser humano, transformando-se em animais que perpetuam uma raiva que, já não se sabe muito bem nem porquê nem como nasceu, mas que pode levar à extinção da espécie. E quanto ao Governo PSD, bem, é claro que me preocupa imenso, estou insatisfeito! Não confio nos governantes que temos, e isto é muito mau. Estes líderes são as pessoas escolhidas que organizam e ditam a nossa vida, e quando não te convencem porque não têm credibilidade alguma, nem uma política coerente, é díficil deixar que decidam por ti. Mas enfim, continuo esperançoso numa vida futura a vir a curto e longo prazo.



Escrito por .J. as 2/20/2003 09:25:00 AM



Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003 :::
 
E agora, só mesmo para finalizar o "comentário" sobre "O privilégio de ser estudante" , só queria mesmo acrescentar, que muitas vezes, a desmotivação não é só nossa! Casos há em que os professores vivem para a disciplina e transmitem-nos entusiasticamente o desejo de querer saber mais, de procurar o outro lado, e não apenas aquilo que nos é dado nas aulas, de nos munirmos com o máximo de perspectivas que nos seja possível; mas infelizmente, casos há também, em que os professores não têm assim tanto entusiamo quanto isso, no sentido em que, o que fazem é um trabalho, e para nós é "favor" estarem ali a nos prestigiar com sua presença, evidentemente nada que não se resolva!!!
Óbvio que é preciso compromisso e cooperação de lado e lado. Se a nós nos exigem o tal "ICE", claro está que a muitos docentes tal também lhes é exigido, mas com a agravante de ser a um nivél muito mais sério do que a nós. E sim, é necessário adaptar-se aos avanços da sociedade, já sejam eles tecnológicos, sociais, económicos ou outros quaisquer, e se isso implica "motivar os alunos" implica também deixar-se motivar. Não é uma questão de adoçar a pílula ou embelezar o discurso com florzinhas... Porque, se realmente, a grande maioria dos alunos, está como diz o artigo: «O que parece acontecer frequentemente é que quem está desmotivado para estudar são os alunos.», temos que afastar-nos um pouco da situação presente e verificar que a falha vem realmente de trás, do sistema educativo em si, o próprio método de estudo ( que muitos de nós não temos, e dificilmente iremos ter a esta altura do campeonato...)que ora pede uma coisa, ora outra, sem dar tempo para que os devidos ajustes se realizem.
Em último caso se, «os alunos entram na universidade e exigem que sejam os professores a cativá-los.», se isto acontece é porque temos esta "benditamania" de exigir aquilo que nos exigem a nós... ou não?!

Escrito por .J. as 2/14/2003 11:02:00 AM



Terça-feira, Fevereiro 11, 2003 :::
 
Bem... "Finalmente", e pelos menos temporariamente os exames acabaram... As coisas vão gradualmente recomeçando a entrar na normalidade... E como muitas pessoas pensam... (supostamente): «...Entramos agora no período de férias até Maio» (sensivelmente).
Bom, e tendo a honra de inaugurar o nosso Weblog em 2003, vou arriscar a seguir a recomendação do Professor de Jornalismo: « (...) merece, a meu ver, desenvolvimentos, convocando designadamente os estudantes para o debate. Sugiro comentários argumentados nos weblogs da turma(...)». , referente ao artigo do DN "O privilégio de ser estudante"

É verdade!! Muitos de nós achamos que o o Ensino Superior é um direito e não um privilégio. Vivemos rodeados por um mundo que constantemente nos bombardeia a uma velocidade vertiginosa, a colagem de imagens do "que deveria ser"; somos 24h/24h assediados com imagens, conceitos, estilos que nos empacotam e formatam... E o Ensino Superior encaixa-se exactamente dentro de esta postura de "venda de estilos de vida"... Afinal de contas, a modos que a lincenciatura "já não vale nada", é preciso fazer-se carreira e ir subindo rapidamente o patamar académico e laboral... numa corrida insaciável e interminável, basicamente atrás de "status" e prestígio social. O que outros conquistaram, tal e como refere o artigo do DN "O privilégio de ser estudante", como um privilégio, nós assumimos actualmente como um direito garantido à nascença... caso contrário "não seremos nada"... Quando mais não seja pela tentativa de escolarização massiva, onde todos somos iguais e temos os mesmos direitos (na teoria!!).
Também é verdade que o Ensino Secundário prepara-nos muito mal para a realidade da Universidade. Os maus hábitos, a "Manobra D" (de Desenrasque), e a santa mania de fazer tudo em cima do joelho... porque seremos "corações rebeldes eternamente indomáveis" e, porque há sempre tempo para tudo... A desmotivação para com as aulas, vem já de trás! E acentua-se muito mais com o critico momento de acesso à Universidade. O sistema é totalmente diferente! Até o momento era-nos pedido para absorver tudo "como esponjas", reproduzindo (desbobinando) a lógica social como um espelho, com distorções e tudo. Na Universidade é esperado que sejamos críticos, criativos e "pseudo-originais", que pensemos por nós próprios, que puxemos por nossas cabeças, uma vez que tivemos "tempo de sobra" para assimilar todo o conhecimento que nos foi fornecido. E por isso, habituados que estamos nesta «Cultura de Facilitsmo», sentimo-nos indignados quando nos pedem que sejamos "ICE - Intensos, Concentrados e Entusiastas".
("To be continued... Não perca o próximo momento de inspiração [e consequente expiração] :P )

Escrito por .J. as 2/11/2003 07:17:00 PM



Sábado, Dezembro 28, 2002 :::
 
Bem...seria ocasião para dizer: "...Entrámos de férias!!...Mas não é bem assim :)
Queremos desejar aos nossos visitantes Umas Lindas Quadras Festivas!!!
Que tenham tido um magnífico Natal, e que tenham um Próspero 2003, onde todos vossos sonhos se tornem realidade!!
Boas Saídas e Melhores Entradas! Que o melhor de 2002 seja o pior de 2003!
Pelo momento presente... Hum... resta-nos dizer: "Temporariamente fechado - Motivo: Época de Exames" ;P
Até Breve!!


Escrito por .J. as 12/28/2002 11:25:00 PM



Quinta-feira, Dezembro 12, 2002 :::
 
Jornada Científica das Ciências Sociais na Universidade do Minho
Comemoração dos 25 anos do ICS
O Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, celebrou o seu 25º aniversário, nos passados dias 7 e 8, no Anfiteatro B1 (CPII).
A jornada científica foi inserida na comemoração dos 25 anos do Instituto, e teve como propósito “reflectir sobre o contributo do ICS no contexto da Universidade e do país”, contando, como não poderia deixar de ser, com grandes personalidades competentes na matéria.
A primeira conferência ficou a cargo do Professor Paul Beaud, do Instituto da Sociologia das Comunicações de Massa da Universidade de Lousanne, e teve por tema “As Ciências Sociais e a Universidade no Contexto Europeu”. Depois de uma análise e comparação da evolução da sociologia em diferentes países europeus, O Profesosor Beaud deixou o apelo : “ É necessário especializar a formação das universidades de acção social (...) mas a especialização de uma formação que se revele generalista e crítica” .
O primeiro painel “As Ciências Sociais na Universidade do Minho. Do Projecto de 1976 ao presente e além” teve como moderadora a Professora Manuela Martins e intervenientes o Professor Aníbal Alves, o Professor José Viriato Eiras Capela, o Professor Moisés Martins e ainda o Professor Manuel Silva e Costa.
Deste painel destacou-se a necessidade de reformular as funções, e de experimentar novas articulações no Instituto. Se por um lado o professor José Viriato Eiras Capelo salientou a pertinência de um diálogo interdisciplinado sustentado; o Professor Moisés Martins retraçou a história recente do ICS (do qual ele próprio já exerceu dois mandatos), e alertou para o quotidiano do Instituto. “Há um sonho que se estremece no quotidiano, porque a realidade não segue o sonho, e por isso dá-se o confronto”. Assim começou o Professor Moisés Martins por falar da realidade do ICS, que tem muitas dificuldades a nível estrutural (cissão orgânica que se tem vindo a acentuar: problemas de logística, reduzido espaço, separação entre o pólos de Gualtar de Azurém; exigência de uma nova racionalidade de recursos humanos), e para quem, o modelo matriarcal limita a ideia de autonomia e independência do Instituto. “A reestruturação avança, mas está muito longe das necessidades actuais”.
As restantes sessões, conferências e painéis abrangeram: “Raízes e Horizontes”, “As Ciências Sociais na Universidade em Portugal”, “Estrutura e Dinâmica do ICS: estratégias de ensino, investigação e de extensão social”, “A Missão do ICS”.
19/11/02

Escrito por .J. as 12/12/2002 09:37:00 AM


 
C.S. da UM na Biblioteca Pública de Braga

A Biblioteca Pública de Braga foi o local escolhido para uma original aula prática dos alunos de jornalismo do terceiro ano do curso de comunicação social da Universidade do Minho.
A visita de estudo, que teve lugar passada quinta-feira, iniciou-se com um percorrido pelo edifício da Biblioteca, e continuou posteriormente com uma análise e comparação de jornais locais e nacionais em quatro momentos históricos específicos (1891, 1950, 1975, 2002).
Esta iniciativa insere-se no modulo do programa da disciplina, elaborado pelo professores Sandra Marinho e Manuel Pinto, da história do jornalismo e dos media.
Destaca-se o facto de a Biblioteca Pública de Braga ser actualmente considerada a quarta biblioteca do país, depois de Lisboa, Coimbra e Porto. Não só pelo seu conteúdo, mais de dez mil livros, mas também pelas próprias instalações em si. As diferentes alas da Biblioteca, com especial destaque para a “Ala Medieval” cujos tectos são espantosamente pintados, e a “Sala dos Manuscritos” que é toda em madeira trabalhada.
Uma aula sem dúvida diferente e singular que terá muito certamente motivado seus visitantes.



Análise Comparativa de Jornais :
Primeiro de Janeiro (1891, 1951, 1975, 2002)
Diário de Notícias (1951, 1975, 2002)
Correio do Minho (1951, 1975, 2002)
Primeiro que tudo, é necessário destacar a visível evolução em variados aspectos dos periódicos. Quer se trate do “design”, da organização interna, da relevância e organização dos temas noticiados, ou até da forma em como as notícias eram abordadas.
Cada jornal foi o “espelho” da sua época.
No periódico do século XIX, além de uma organização gráfica muito peculiar (colunas verticais com letra pequena), surpreendeu-me o facto de apenas a primeira página, das quatro que constituíam o jornal de tamanho A2, ter notícias. Nesta primeira página informava-se sobre a “Insubordinação Militar”(aliás, um dos poucos títulos também existentes no “Primeiro de Janeiro” de 1891). Além deste, os temas noticiados concentravam-se em assuntos de saúde, aspectos regionais; e as restantes páginas cingiam-se a publicidade e pequenos anúncios.
No que diz respeito aos jornais locais e nacionais, verifica-se também que foram reflexo do seu meio circundante, como naturalmente não poderia deixar de ser. Na década de ’50: o pós II Guerra Mundial, a censura, o regime salazarista, e outras peças culturais e de interesse público estavam na ordem do dia. No que concerne ao ano de 1975, as reminiscências da Revolução do 25 de Abril, a Guerra Colonial, a proliferação nuclear e a “Previdência”, eram alguns dos assuntos que chegavam aos leitores. Relativamente a 2002 temos uma nova era, na qual predominam assuntos de ordem internacional, relativamente às forças armadas (guerras, ataques terroristas, lutas anti-terrorismo), notícias a nível nacional/regional, ademais da panorama político e assuntos de interesse público.
Além de evidenciar a “caracterização socio-política, cultural e económica” de momentos específicos na nossa história, é interessante verificar, como através da análise se testemunha à passagem da “simples informação” a noticias e artigos de opinião. De apenas descrever assuntos de considerável significado, passou-se a um universo de “passa-palavra”, onde “tudo” é motivo de contestação, opinião, conjecturas e palpites.
No que toca à utilização de imagens e fotografias, verifica-se inicialmente uma quase ausência, e posteriormente um uso por vezes até excessivo, de imagens e fotografias, entretanto já a cores(porque também se acompanha o progresso e o desenvolvimento das novas tecnologias).
Respeitante à evolução dos títulos, no jornal do século XIX evidencia-se uma quase ausência. Em 1950 e 1975, nota-se uma diferença abismal, porque passam de inexistentes a longas frases (parágrafos completos até), conjugadas com extensos subtítulos. Em 2002, novamente uma notável alteração: os títulos passam a poucas palavras, sendo “frases” curtas, incisivas, breves chamadas de atenção, onde comparativamente aos anteriores, há um menor recurso aos subtítulos.
De uma forma geral, as alterações fizeram-se não só a nível de preços (0.50$ a 0.60 €), mas também de “volume”(de quatro páginas A2 comprova-se uma passagem a mais de sessenta páginas A4); que além do corpo do jornal, passaram também a incluir separatas, revistas, anexos e secções específicas.
Inesperado, também foi o facto de todos três jornais terem mantido inalterado o “nome” do jornal, a sua imagem de marca permanece intacta. A partir de 2002 constata-se que passam a incluir cor, mas a assinatura “gráfica” mantém-se.
Em suma, a análise dos jornais permitiu constatar a evolução não só da sociedade em si, mas também da forma como se fazia e faz “jornalismo”.


Escrito por .J. as 12/12/2002 09:33:00 AM


 

Exercícios da Aula:

Encontros da Arrábida 2002
O Convento da Arrábida é mais uma vez palco dos Encontros da Arrábida 2002. Entre terça e quinta feira próximas irá discutir-se a reportagem e a investigação no jornalismo contemporâneo. Esta edição dos Encontros fica a cargo de José Vegar. As incrições estão abertas através da Fundação Oriente, ou ainda dinternacional@foriente.pt
8/10/02


Júlia Pinheiro na TVI
A apresentadora de televisão Júlia Pinheiro, passou desde ontem a fazer parte do plantel da TVI. Tal como afirmou o Dr. José Eduardo Moniz no comunicado à imprensa: "a apresentadora passa assumir responsabilidades no âmbito da direcção de programas", podendo ainda a própria vir a apresentar algum deles.
15/10/02

Casos do Dia
Passado dia 8, um dos funcionários do "Restaurant Magina" foi vítima de roubo. O sucedido deu-se por volta da uma da manhã. Estando o funcionário a dormecido junto ao balcão, o meliante aproveitou a oportunidade para roubar-lje o relógio, uma cadeia e uma moeda de ouro.
O dono do restaurante foi alarmado por um freguês que presenciou o facto, mas já nada se pôde fazer quanto ao criminoso que entretanto fugiu da cena do crime.
5/11/02



Escrito por .J. as 12/12/2002 09:25:00 AM



Terça-feira, Dezembro 10, 2002 :::
 
"Paula" de Isabel Allende
"Paula", editado por primeira vez em 1994, é um dos livros mais pessoais e íntimos alguma vez escritos por Isabel Allende.
Quando a sua filha Paula entrou em estado de coma, Isabel começou a escrever num caderno a sua história, com o propósito de o oferecer à filha quando saisse do coma. Mas este seu estado prolongou-se durante muitos meses, e as notas da autora acabaram por tornar-se num livro empolgante e revelador.
Através dele Isabel Allende pôs em prática o seu talento narrrativo, recuperando e assumindo suas próprias experiências como mulher e escritora, assim como a história da sua família e de seu país.
"Paula", surge pois como um emocionante autoretrato que elogia a criatividade e sensibilidade femininas.
São 366 páginas de puro deleite, descrições profundas e apaixonantes de tempos passados, momentos perdidos, recordações longínquas... histórias de encantar e outras talvez não.
Neste livro, Isabel Allende revela o seu ser, a sua essência, bem como a de todos quantos a rodeiam.
O livro foi o seu porto de abrigo, a última réstia de esperança de sobrevivência de Paula, ao qual a autora se aferrou e entregou incondicionalmente.
Vale a pena!!

Escrito por .J. as 12/10/2002 11:57:00 AM


 
«Será que as mulheres ainda acreditam em príncipes encantados?
A psicologia feminina vista pelos olhos de um homem»
De Rodrigo Moita de Deus, é um livro para uma leitura mais "soft". São 200 e poucas páginas em 10 capítulos, que provocam gargalhadas, entretenimento, e porque não até, Rodrigo Moita de Deus expõe inclusive certas dúvidas pertinentes que nos levam inevitavelmente a reflectir.
Com "lugares-comuns" e exemplos pontuais, o autor faz emergir a "simplicidade" aparente dos relacionamentos amorosos destes tempos modernos. tudo numa linguagem acessível e divertida, com um à vontade de conversa de café.
Numa perspectiva consideravelmente machista e do dito "womanizer", o autor revela-se no entanto como um profundo e eterno apaixonado, apesar de pouco entendido nas lides do "mulherês", um dos próprios capítulos de seu livro.

Escrito por .J. as 12/10/2002 11:50:00 AM



Segunda-feira, Dezembro 09, 2002 :::
 
Municipal de Braga será vedeta do Euro 2004

Estádio ou Obra de arte?

Será já a partir de Julho do próximo ano que a cidade dos “arcebispos” contará com um novo equipamento desportivo. O Estádio Municipal, além de servir o Sp. Braga já na próxima época, será um dos palcos do Euro 2004 e contribuirá para afirmar a imagem de Portugal no mundo.
Como seria de prever, dado o arrojado projecto arquitectónico, a evolução das obras do novo estádio está entre as que registam maiores atrasos em relação a outros recintos envolvidos na realização do campeonato europeu. Este atraso, fruto de um problema de natureza geológica, é de cerca de oito semanas. No entanto, o presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, promete que os empreiteiros tudo irão fazer para recuperar esse atraso nos próximos meses e garantiu que na pior das hipóteses tudo estará pronto em Setembro de 2003, data limite imposta pela UEFA. De resto, as estruturas do relvado já começaram a ser desenhadas no terreno, a par das bancadas que começaram erguer-se(o esqueleto de uma delas já está praticamente concluído). Em relação às acessibilidades, os principais acessos já estão numa fase adiantada de execução.
O Municipal de Braga, um projecto arquitectónico da autoria de Souto Moura, terá capacidade para 30 mil espectadores, com apenas duas bancadas ligadas por uma pala e estará dotado de magníficas infra-estruturas de apoio como é o caso de vários parques de estacionamento e de balneários subterrâneos. Estes últimos são mesmo uma das particularidades do novo estádio uma vez que funcionarão por baixo do relvado. As equipas entrarão no estádio comodamente e sem ninguém ter acesso a elas através de um túnel de cerca de um quilómetro que as conduzirá aos respectivos balneários. Entre as áreas envolventes ao novo recinto, para além da entrada principal, directamente no estádio, haverá outra entrada pedonal pela cidade, a partir da Avenida Artur Soares.
Os custos da construção do estádio devem constituir um investimento na ordem dos 72 milhões de euros que, com a construção de outras infra-estruturas no parque norte, poderão chegar aos 80 milhões de euros. A Câmara de Braga, como promotora da obra pagará a sua quase totalidade e a restante verba (7,5 milhões de euros para o estádio e 3,5 milhões de euros para as acessibilidades) será paga pelo Governo através de fundos comunitários. As três fases da obra (escavação, construção do estádio e acabamentos/infra-estruturas) foram entregues ao consórcio “Assoc – Obras Públicas, ACE”/”Sociedade de Construções Soares da Costa” que foi a empresa que, dentro da qualidade exigida, ofereceu o preço mais baixo.
O futuro Estádio Municipal de Braga está também inserido num projecto de um parque desportivo onde o estádio é a sua âncora e o futebol o principal destinatário. Contudo, nesse parque também vai nascer uma piscina olímpica, um pavilhão multiusos, um parque de estacionamento para 3000 lugares e ainda diversas zonas recreativas e de lazer que certamente irão fazer as delícias dos cidadãos bracarenses e que dotarão a cidade de Braga de excelentes condições para a prática desportiva.


Escrito por Joao as 12/09/2002 07:25:00 PM


 
Quarta-feira, Novembro 27, 2002

O Teatro Universitário do Minho, avançou com um projecto arrojado, que estreou último Sábado no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.: "Errata: onde se lê sonho deve ler-se mata".
António Fonseca, o encenador, melhor descreve na nota introdutória do programa a peça dizendo: "(...)O que faço, porque é também o que vejo é tentar amar apesar de tudo (...) A consciência das coisas, por mais dolorosa que seja, é sempre o sítio da lucidez. E é com coragem que se vive. E se ama.".
Ao entrar no auditório, somos absorvidos pela escuridão e música ao vivo. As oscilações entre os batimentos da bateria e a melodia da flauta transversal e dos instrumentos de cordas introduzem-nos já na peça "mesmo antes de começar". Apelando para todos os nossos sentidos, e guiando nossa atenção para o palco cujo cenário é simples e minimalista. Fundamentalmente preto com lençóis brancos estrategicamente pendurados, em cima dos quais se reflecte a imagem em relevo da palavra "Errata" sobre um fundo incansável e encadeado da palavra sonho, onde se distingue uma mão que desenha círculos vermelhos à volta das letras.... e começa assim a peça!
O "espaço é o não espaço, o palco, o teatro". Onde se sucedem diversas cenas, momentos específicos que representam a interpretação dos elementos do TUM relativamente às experiências, emoções, dúvidas e pensamentos da temática do amor. (Excerto da Liliana Ribeiro).
Toda a peça parece reproduzir, em algum momento, nossa experiência pessoal, activar nossas próprias memórias e remete-nos para a primeira relação sexual, a entrada na universidade, as formas de relacionamento a dois e as expectativas, os desenganos que se criam e a ambiguidade do ¿sonho que mata¿ (excerto da peça de Sandra Andrade), os preconceitos existentes em relação ao amor (excerto da peça de Liliana Ribeiro).
Em suma, (excerto de Isabel Rodrigues).
Por isso não perca a oportunidade para encontrar-se a si mesmo, descobrir um novo significado, reavivar sentidos e sentimentos, enfim (excerto da Isabel Rodrigues "que a faça pensar(...)").

"Errata: onde se lê sonho deve ler-se mata"
Nos dias 24, 26, 29 de Novembro; 1, 3, 6, 7 e 8 de Dezembro
às 21:30 no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.

Para mais informações :TUM - Teatro Universitário do Minho

Escrito por .J. as 12/09/2002 06:13:00 PM


 
Olá Pessoal!

Este é o primeiro de muitos posts... (esperamos nós, pelo menos!) que este ano publicaremos.
Somos quatro alunos do 3º ano de Comunicação Social na Universidade do Minho.Este weblog apresenta-se como um dos intrumentos de trabalho
da cadeira de "Jornalismo", e procura também ser um lugar onde cada um de nós tem espaço para dar asas à sua escrita e não só...
Achamos que as apresentações estão na ordem do dia.Por isso, antes de dar início às "publicações", cá vai...

Gisela Santos
oi people! Como podem ver chamo-me Gisela Santos, tenho 21 aninhos e sou natural de Angola! Vivo numa bela vila, que de certo todos já devem ter ouvido falar ( quanto mais não seja pelos últimos acontecimentos!) : Caminha! Gosto imenso de desporto e tento sempre praticar sobretudo futebol ( sim! também já joguei! ). Além disso adoro cinema, música, ler e estar com quem gosto! Ok enjoy yourself e o nosso blog! Jokas
Sucrinha


Jessi Macedo
"Hola! Soy Jessi."
Tenho 20 anos. Nasci na Venezuela, e depois fui para a Madeira, de onde saí há dois anos e qualquer coisa
para vir estudar Comunicação Social na Universidade do Minho.
Insight

João Reina
Olá! Sou o João e completei há pouco os 20 anos. Nasci e vivo na cidade mais bela de Portugal...a Póvoa de Varzim!
Adoro ler jornais, jogar CM e o meu VARZIM!
Mar da Povoa

Marlita Fonseca
Olá! Chamo-me Marlita Deodata (sim um nome deveras estranho..excepto para aqueles que já tiveram a experiência de se cruzarem com latim).
Tenho 20 anos e sou natural de Barcelos! Gosto de literatura, música e mitologia!
Dentro do curso de Comunicação Social as áreas que mais me fascinam são a publicidade e a produção e realização de audiovisuais!
Marlita Deodata


« Em vez de nos perguntarmos a nós próprios porque razão devemos fazer determinada coisa, que vantagens poderemos obter ou o que poderemos perder senão a fizermos... Façamo-la mesmo!!!! A reflexão nasce da acção!»
Por isso, mãos à obra!

Escrito por .J. as 12/09/2002 05:59:00 PM






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Gisela Santos
Jessi Macedo
Joao Reina
Marlita Fonseca

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"O que é difícil não é escrever muito, é dizer tudo escrevendo pouco"



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